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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Goleiro Fábio Do Cruzeiro: Um Jogador Em Defesa Do Evangelho

Aos 33 anos de idade, Fábio Deivson Lopes Maciel, o goleiro do Cruzeiro vive uma ótima fase no time que defende, atualmente líder do “Brasileirão”. Mas não é só nos campos que o jogador tem se realizado. Casado com Sandra Maciel e pai de dois filhos, ele relata que Deus lhe deu muito mais do que podia imaginar. Isso por que o jogador matogrossense já entrou para a história do Mineirão, como terceiro goleiro a gravar as mãos na Calçada da Fama, levou para casa o prêmio Bola de Prata como melhor goleiro da competição em 2013 e ainda é um dos jogadores brasileiros que veste a camisa “Atletas de Cristo”.

Você nasceu em Mato Grosso como veio parar em BH? Deixei minha cidade aos 12 anos e, desde então, passei por uma longa caminhada até chegar a Belo Horizonte. Passei por alguns clubes, mas lembro que comecei a jogar mesmo, em um time no interior do Pará chamado “União Bandeirantes”. Depois me destaquei no time e então recebi um convite do Cruzeiro para fazer parte do grupo em 1999. Tive a minha primeira passagem na raposa até 2000. Depois fui emprestado para o Vasco onde fiquei durante quatro anos. E por fim, retornei em janeiro de 2005 para o Cruzeiro e estou até hoje.

É comum ouvir histórias de goleiros que pensavam em atuar como jogadores de linha, mas depois perceberam que eram bons mesmo no gol. Ser goleiro sempre foi o seu sonho? Sempre joguei no gol. O fato do meu pai ter sido goleiro e jogado em times profissionais me influenciou bastante a querer jogar na defesa. Mas sempre jogava brincando, não tinha a pretensão de me tornar jogador profissional, mas Deus prepara tudo de uma forma maravilhosa e me colocou em lugares que eu jamais poderia imaginar.

Então se trata de uma herança de família, você tem o mesmo sonho para o seu filho? Na verdade, ele defende muito bem, mas dias atrás ele jogou como zagueiro e foi muito bom. Então, vou deixar nas mãos de Deus para ele ser o que quiser. Se optar por ser goleiro, terá mais chances do que eu por ter o mercado mais aberto.

Você passou a ser um atleta de Cristo quando? Tive várias oportunidades para me entregar a Deus, inclusive passei por vários momentos que poderia tê-lo conhecido na alegria, mas infelizmente fui conhecê-lo na dor, em 2007. Estava lesionado e tinha previsão de retorno aos campos em 5 ou 6 meses. Além disso, enfrentava uma situação delicada no Cruzeiro por ter sofrido um gol de costas, tanto a torcida quanto a imprensa estavam desacreditados do meu trabalho. Então durante esse intervalo de recuperação estava em casa assistindo televisão. Tenho um grande hábito de ficar mudando de canais e enquanto “zapeava” a TV, me deparei com um programa evangélico. Procurei passar por ele rapidinho, porque não queria saber de crente. Mas algo me chamou a atenção e parei um pouco para ver o que o pregador dizia. Então ele disse: “Quero fazer uma oração para quem lesionou o joelho”. Pensei: “Esse cara está falando para mim”. Naquele momento tive uma fé suficiente para Deus fazer um milagre na minha vida. Orei junto ao apresentador da TV com as mãos sobre o joelho. Terminada a oração, que não durou mais de 15 minutos, comecei a sentir o meu joelho “pegar fogo”, como se ele estivesse em brasa. E ali tive a certeza que Deus estava me curando. Desse dia em diante passei a buscar a Deus e frequentar os cultos. O Senhor começou a usar pessoas para falar comigo sobre a Palavra e tantas outras coisas. No meu coração senti o Espírito Santo me falar que retornaria em dois meses e meio. Muitos duvidavam que eu retornasse, tanto por causa da lesão quanto pelo descrédito da torcida do Cruzeiro, pelo jogo da final em que lesionei o joelho. Não sabia como Deus faria, mas escolhi confiar Nele. Para honra e glória de Deus, tudo que era negativo, tanto a lesão, quanto o descrédito da torcida e da imprensa foi transformada em bênção na minha vida.

Você é capitão do Cruzeiro, então apaziguar brigas já faz implicitamente parte do seu ofício, mas existe uma cobrança maior ainda pelo fato de você ser cristão? Deus trabalhou muito em minha vida ao longo desses anos, para que pudesse ter uma transformação nesses aspectos. Antes, era um cara que falava muito no jogo e dizia muitas coisas desnecessárias que não agradavam a Deus e nem ao time. Em vez de dar bom testemunho, atrapalhava o jogo e dificultava o andamento dos meus companheiros. Com o tempo, fui pedindo a Deus tranquilidade, porque percebia que precisava melhorar. Graças a Deus estou muito diferente. Hoje consigo ser uma pessoa equilibrada, isso por que precisamos refletir a imagem de Deus. Quando tenho a oportunidade procuro passar isso para todos, independentemente da derrota ou da vitória. Como capitão com certeza tenho que dar um bom exemplo, dentro e fora de campo. Nosso testemunho é diário não apenas nos jogos, mas em todos os lugares como servos de Deus.

Ser cristão como jogador é mais difícil (festas, dinheiro, sucesso)?
 É um meio muito difícil de permanecer firme e inabalável na Palavra. As coisas, infelizmente, no futebol são bem mais fáceis do que em outras profissões. O futebol mexe com todas as classes sociais, isso facilita muitas portas se abrirem. Como jogadores cristãos, precisamos estar sempre vigiando, porque não sabemos a maldade que existe no coração das pessoas.

No mês passado, você visitou o goleiro Bruno na prisão e teve uma ótima recepção na imprensa. O que o levou a fazer essa visita? Como o Bruno o recebeu? Primeiramente fiz a visita pelo fato de ser cristão. Pregamos sobre um Deus que perdoa, sara e purifica independentemente das transgressões. Desde que começou todo esse processo, já sentia no meu coração um desejo em falar uma Palavra de Deus para ele, mas sinto que tudo aconteceu na hora certa e do jeito certo. Durante o nosso encontro, tivemos a liberdade de orar, falar de Deus e também sobre a restauração que só o Senhor pode fazer. A visita foi muito importante, tanto para as pessoas que estavam ali com ele, quanto para mim. Infelizmente às vezes olhamos o mundo e esquecemos de ver as pessoas necessitadas. Já tinha uma visão transformada por Deus por tudo aquilo que Ele fez em minha vida, mas com certeza, a visita acrescentou muito.

Em situações de perda como foi a do jogo contra o Corinthians, em que o Cruzeiro perdeu de 1 a 0, o que você faz para se manter focado? Para mim, independente das conquistas ou derrotas vou sempre glorificar o nome de Jesus. Pretendo fazer isso até o último dia da minha vida. Tudo que Ele fez na minha vida e na minha família é maravilhoso. Então não é um título, uma derrota ou uma tristeza que fará com que venha virar as costas para Deus ou exaltá-lo mais quando as coisas vão bem.

Na hora do jogo vai a fé ou o treino?
 Então primeiramente o que vale é o dom. E esse dom vem de Deus. Ele capacita para jogar, mas você precisa trabalhar e treinar em cima do talento que já recebeu. As pessoas só veem o que acontece nos jogos, mas o fruto dali foi produzido bem antes, durante os treinos. Deus capacita, fortalece, livra de lesões, mas você precisa treinar e fazer valer a pena o que Ele lhe confiou.

O zagueiro Edmilson, que jogou pela seleção brasileira em 2002, fez uma atuação marcante ao levantar a camisa escrita “Jesus te ama” no jogo final da Copa. A FIFA proibiu qualquer manifestação pública de fé nos campos. Como você vê isso? Nós, como jogadores cristãos, aproveitamos cada oportunidade que o jogo de futebol nos proporciona. A FIFA, é lógico, tenta blindar essa divulgação religiosa, mas sabemos que na hora da conquista não tem como controlar porque é o que vivemos e não tem como proibir de dizermos que a glória é de Deus. Aproveitamos também as entrevistas ao vivo. Em ocasiões como no término da partida ou nos intervalos, quando os jornalistas aparecem para nos perguntar algo, aproveitamos a ‘deixa’ e divulgamos de alguma forma o nome de Deus.

Pesquisas recentes afirmam que a maioria da população brasileira acredita que a taça é nossa. E você, como jogador de futebol, tem essa mesma opinião?
 Sabemos que temos grandes chances tanto pela qualidade dos jogadores, quanto pelos jogos serem em casa. Mas sabemos que no futebol isso pode ter dois pesos, tanto pode influenciar para o lado positivo, quanto pode acarretar um peso muito grande de cobrança sobre a seleção brasileira. Além do mais, no decorrer da competição, isso não quer dizer nada, porque cada jogo se torna uma decisão e decisão acontece em detalhes. Dentro de uma competição tão curta e com jogos tão decisivos como é a Copa do Mundo, cada jogo será crucial para alcançar o título.

Há alguma realização profissional que você ainda almeja como jogador de futebol? Acho que todos têm sonhos, não sou digno de pedir a Deus coisas materiais, porque ele me deu mais do que poderia imaginar. Como disse minha história começou no interior de Mato Grosso e hoje estou completando 10 anos no Cruzeiro, sendo um dos jogadores que mais vestiram a camisa. Sei que Deus foi fundamental na minha história, só Ele e eu sabemos de cada livramento e cuidado que passei durante esse tempo. Mas é lógico que tenho sonhos a conquistar. Quero ganhar as competições, porque os treinamentos demandam um desgaste muito grande, como ficar longe da família e também porque estou vestindo a camisa de uma grande equipe.Mas o que de fato peço a Deus, é que ele me dê saúde, faça-me apto a trabalhar e que me livre das investidas do Inimigo. É sempre muito difícil vencer as tentações, mas Jesus passou por tudo isso e conseguiu chegar até o final, então olho para o alto e tenho certeza de que a vitória é certa.

Fonte:Lagoinha.Com


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